Ai ai, eu não posso ouvir um pandeiro
Que curvo a subir do terreiro
Marcando o compasso no chão
Ai ai, o meu corpo fica tremendo
O ritmo vai acendendo
Um grande braseiro no meu coração
Ai ai, o samba rasgado é de fato
No clube, no morro ou no palco
Concorre somente para vencer
Eu gosto do samba sincopado
Mas francamente, sem esse do ritmo quente,
Tão quente que até queima a gente,
Eu não sinto o menor prazer
O brasileiro canta o samba
A valsa, o chorinho e a macumba
Também no mês de fevereiro
Só se ouve pelas ruas retumbar mulher que "tumba"
Mas quem nos representa no estrangeiro
É o samba ragado brasileiro
Ai ai, o samba rasgado é de fato
No morro, no clube ou no palco
Concorre somente para vencer
Eu gosto do samba sincopado
Mas francamente, sem esse do ritmo quente,
Tão quente que até queima a gente,
Eu não sinto o menor prazer
O brasileiro canta o samba
A valsa, o chorinho e a macumba
Também no mês de fevereiro
Só se ouve pelas ruas retumbar mulher que "tumba"
Mas quem nos representa no estrangeiro
É o samba ragado brasileiro
Zé Ketti / Jaime Silva
1956 - Vamos Dançar com Marlene e Seus Sucessos
"Amo a música. Acredito na melhora do planeta. Confio em que nem tudo está perdido. Creio na bondade do ser humano. E percebo que a loucura é fundamental. Viver é ótimo!" Elis Regina
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segunda-feira, 16 de junho de 2014
Saudosa Maloca - Marlene (1956)
Saudosa maloca, maloca querida
De "donde nóis passemo"
Os dias feliz de nossas vida
Se o senhor não tá lembrado
Dá licença de contar
Que aqui "donde" agora está
Este "adifício arto"
Era uma casa "véia",
Um palacete assobradado
Foi aqui seu moço
Que eu, Matogrosso e o Joca
Construimos nossa "maloca"
Mas um dia
"Nóis" nem pode se "alembrá"
Veio os "home" com as ferramenta
Que o dono "mandô derrubá"
Peguemos todas nossas coisa
E fumo pro meio da rua
"Apreciá" a demolição
Que tristeza que "nóis" sentia
Cada "táuba" que caía
Doía no coração
Matogrosso quis gritar
Mas em cima eu falei
Os "home tá cá" razão
"nóis arranja" outro lugar
Só "se conformemo"
Quando o Joca falou
Deus dá o frio
Conforme o "cobertô"
E hoje "nós pega" as paia
Nas grama do jardim
E pra esquecer "nóis cantemos" assim:
Saudosa maloca, maloca querida
De "donde nóis passemo"
Os dias feliz de nossas vida
Saudosa maloca, maloca querida
De "donde nóis passemo"
Os dias feliz de nossas vida
Saudosa maloca, maloca querida
De "donde nóis passemo"
Os dias feliz de nossas vida
Saudosa maloca, maloca querida
De "donde nóis passemo"
Os dias feliz de nossas vida
Saudosa maloca, maloca querida
De "donde nóis passemo"
Os dias feliz de nossas vida
Saudosa maloca, maloca querida...
Adoniran Barbosa
1956 - Vamos Dançar Com Marlene e Seus Sucessos
De "donde nóis passemo"
Os dias feliz de nossas vida
Se o senhor não tá lembrado
Dá licença de contar
Que aqui "donde" agora está
Este "adifício arto"
Era uma casa "véia",
Um palacete assobradado
Foi aqui seu moço
Que eu, Matogrosso e o Joca
Construimos nossa "maloca"
Mas um dia
"Nóis" nem pode se "alembrá"
Veio os "home" com as ferramenta
Que o dono "mandô derrubá"
Peguemos todas nossas coisa
E fumo pro meio da rua
"Apreciá" a demolição
Que tristeza que "nóis" sentia
Cada "táuba" que caía
Doía no coração
Matogrosso quis gritar
Mas em cima eu falei
Os "home tá cá" razão
"nóis arranja" outro lugar
Só "se conformemo"
Quando o Joca falou
Deus dá o frio
Conforme o "cobertô"
E hoje "nós pega" as paia
Nas grama do jardim
E pra esquecer "nóis cantemos" assim:
Saudosa maloca, maloca querida
De "donde nóis passemo"
Os dias feliz de nossas vida
Saudosa maloca, maloca querida
De "donde nóis passemo"
Os dias feliz de nossas vida
Saudosa maloca, maloca querida
De "donde nóis passemo"
Os dias feliz de nossas vida
Saudosa maloca, maloca querida
De "donde nóis passemo"
Os dias feliz de nossas vida
Saudosa maloca, maloca querida
De "donde nóis passemo"
Os dias feliz de nossas vida
Saudosa maloca, maloca querida...
Adoniran Barbosa
1956 - Vamos Dançar Com Marlene e Seus Sucessos
Só Vendo Que Beleza (Marambaia) - Elza Soares (1960)
Eu tenho uma casinha lá na Marambaia
Fica na beira da praia, só vendo que beleza
Tem uma trepadeira que na primavera
Fica toda florescida de brincos-de-princesa
Quando chega o verão, eu sento na varanda
Pego meu violão, começo a tocar
O meu moreno que está sempre bem disposto
Senta ao meu lado e começa a cantar
E quando chega a tarde o bando de andorinhas
Voa em revoada fazendo verão
E lá na mata o sabiá gorjeia
Linda melodia pra alegrar meu coração
E às seis horas o sino da capela
Bate as badaladas da Ave-Maria
A lua nasce por detrás da cerca
Anunciando que acabou o dia
E quando chega a tarde o bando de andorinhas
Voa em revoada fazendo verão
E lá na mata o sabiá gorjeia
Linda melodia pra alegrar meu coração
E às seis horas o sino da capela
Bate as badaladas da Ave-Maria
A lua nasce por detrás da cerca
Anunciando que acabou o dia
Eu tenho uma casinha lá na Marambaia
Fica na beira da praia, só vendo que beleza
Tem uma trepadeira que na primavera
Fica toda florescida de brincos-de-princesa
Quando chega o verão, eu sento na varanda
Pego meu violão, começo a tocar
O meu moreno que está sempre bem disposto
Senta ao meu lado e começa a cantar...
Rubens Campos / Henricão
1960 - A Bossa Negra
Fica na beira da praia, só vendo que beleza
Tem uma trepadeira que na primavera
Fica toda florescida de brincos-de-princesa
Quando chega o verão, eu sento na varanda
Pego meu violão, começo a tocar
O meu moreno que está sempre bem disposto
Senta ao meu lado e começa a cantar
E quando chega a tarde o bando de andorinhas
Voa em revoada fazendo verão
E lá na mata o sabiá gorjeia
Linda melodia pra alegrar meu coração
E às seis horas o sino da capela
Bate as badaladas da Ave-Maria
A lua nasce por detrás da cerca
Anunciando que acabou o dia
E quando chega a tarde o bando de andorinhas
Voa em revoada fazendo verão
E lá na mata o sabiá gorjeia
Linda melodia pra alegrar meu coração
E às seis horas o sino da capela
Bate as badaladas da Ave-Maria
A lua nasce por detrás da cerca
Anunciando que acabou o dia
Eu tenho uma casinha lá na Marambaia
Fica na beira da praia, só vendo que beleza
Tem uma trepadeira que na primavera
Fica toda florescida de brincos-de-princesa
Quando chega o verão, eu sento na varanda
Pego meu violão, começo a tocar
O meu moreno que está sempre bem disposto
Senta ao meu lado e começa a cantar...
Rubens Campos / Henricão
1960 - A Bossa Negra
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Sonhando O Futuro - Beto Guedes (2004)
Eu vim pelo som, ou vim pelo ar
E mergulhei até encontrar você
Sonhando o futuro
Eu vim pra te ver, pra te acompanhar
Mudar a direção do nosso amor
E acender tudo
Podemos misturar sons, fazendo as canções
Eu nunca imaginei a gente assim,
Tanto amor
Amor para sempre, amar é o que vale
Só não quero mais duvidar de nós
Nem viver só
Você tem o dom de me transportar
Me leva pra bem longe, amor me faz
Qualquer absurdo
Da vida real nem quero saber mais
Eu mergulhei no fundo com você
Dei voltas ao mundo
Agora vamos nós dois ou multiplicar três
Eu nunca imaginei a gente assim,
Tanto amor
Amor para sempre, amar é o que vale
Só não podemos duvidar de nós
Nem vivermos sós
A nossa estrela vai brilhar
Na correnteza te encontrar
E navegar na imensidão
Me leva para onde você for
Faça de mim um sonhador
E estaremos sempre juntos
No som, minha estrela-guia
No céu, nosso dia-a-dia
O amor acendendo tudo
Canção
Pra trazer você
Pra perto de mim
E mergulhei até encontrar você
Sonhando o futuro
Eu vim pra te ver, pra te acompanhar
Mudar a direção do nosso amor
E acender tudo
Podemos misturar sons, fazendo as canções
Eu nunca imaginei a gente assim,
Tanto amor
Amor para sempre, amar é o que vale
Só não quero mais duvidar de nós
Nem viver só
Você tem o dom de me transportar
Me leva pra bem longe, amor me faz
Qualquer absurdo
Da vida real nem quero saber mais
Eu mergulhei no fundo com você
Dei voltas ao mundo
Agora vamos nós dois ou multiplicar três
Eu nunca imaginei a gente assim,
Tanto amor
Amor para sempre, amar é o que vale
Só não podemos duvidar de nós
Nem vivermos sós
A nossa estrela vai brilhar
Na correnteza te encontrar
E navegar na imensidão
Me leva para onde você for
Faça de mim um sonhador
E estaremos sempre juntos
No som, minha estrela-guia
No céu, nosso dia-a-dia
O amor acendendo tudo
Canção
Pra trazer você
Pra perto de mim
Cláudio Venturini / Lô Borges
domingo, 27 de outubro de 2013
Samba em Prelúdio - Maria Creuza, Toquinho e Vinicius (1988)
Eu sem você
Não tenho porquê
Porque sem você
Não sei nem chorar
Sou chama sem luz
Jardim sem luar
Luar sem amor
Amor sem se dar
E eu sem você
Sou só desamor
Um barco sem mar
Um campo sem flor
Tristeza que vai
Tristeza que vem
Sem você meu amor
Eu não sou ninguém...
Ah! que saudade
Que vontade de ver
Renascer, nossa vida
Volta querido
Os meus braços
Precisam dos teus
Teus abraços
Precisam dos meus
Estou tão sozinha
Tenho os olhos
Cansados de olhar
Para o além
Vem ver a vida
Sem você meu amor
Eu não sou
Ninguém
Eu sem você (Ah! que saudade)
Não tenho porquê (Que vontade de ver)
Porque sem você (Renascer, nossa vida)
Não sei nem chorar (Volta querido)
Sou chama sem luz (Teus abraços)
Jardim sem luar (Precisam dos meus)
Luar sem amor (Os meus braços)
Amor sem se dar (Precisam dos teus)
E eu sem você (Estou tão sozinha)
Sou só desamor (Tenho os olhos)
Um barco sem mar (Cansados de olhar)
Um campo sem flor (Para o além)
Tristeza que vai
Tristeza que vem (Vem ver a vida)
Sem você meu amor
Eu não sou ninguém...
Sem você meu amor
Eu não sou ninguém
Sem você meu amor
Eu não sou ninguém...
Baden Powell / Vinicius de Moraes
1988 - O Grande Encontro de Maria Creuza, Toquinho e Vinicius
Não tenho porquê
Porque sem você
Não sei nem chorar
Sou chama sem luz
Jardim sem luar
Luar sem amor
Amor sem se dar
E eu sem você
Sou só desamor
Um barco sem mar
Um campo sem flor
Tristeza que vai
Tristeza que vem
Sem você meu amor
Eu não sou ninguém...
Ah! que saudade
Que vontade de ver
Renascer, nossa vida
Volta querido
Os meus braços
Precisam dos teus
Teus abraços
Precisam dos meus
Estou tão sozinha
Tenho os olhos
Cansados de olhar
Para o além
Vem ver a vida
Sem você meu amor
Eu não sou
Ninguém
Eu sem você (Ah! que saudade)
Não tenho porquê (Que vontade de ver)
Porque sem você (Renascer, nossa vida)
Não sei nem chorar (Volta querido)
Sou chama sem luz (Teus abraços)
Jardim sem luar (Precisam dos meus)
Luar sem amor (Os meus braços)
Amor sem se dar (Precisam dos teus)
E eu sem você (Estou tão sozinha)
Sou só desamor (Tenho os olhos)
Um barco sem mar (Cansados de olhar)
Um campo sem flor (Para o além)
Tristeza que vai
Tristeza que vem (Vem ver a vida)
Sem você meu amor
Eu não sou ninguém...
Sem você meu amor
Eu não sou ninguém
Sem você meu amor
Eu não sou ninguém...
Baden Powell / Vinicius de Moraes
1988 - O Grande Encontro de Maria Creuza, Toquinho e Vinicius
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Saia do Caminho - Aracy de Almeida (1969)
Junte tudo que é seu,
Seu amor, seus trapinhos
Junte tudo o que é seu
E saia do meu caminho
Nada tenho de meu
Mas prefiro viver sozinha
Nosso amor já morreu
E a saudade se existe é minha
Tinha até um projeto,
No futuro, um dia
O nosso mesmo teto
Mais uma vida abrigaria
Fracassei novamente
Pois sonhei, mas sonhei em vão
E você francamente, decididamente
Não tem coração
Tinha até um projeto,
No futuro, um dia
O nosso mesmo teto
Mais uma vida abrigaria
Fracassei novamente
Pois sonhei, mas sonhei em vão
E você francamente, decididamente
Não tem coração
Custódio Mesquita / Evaldo Ruy
1969 - Aracy de Almeida
Seu amor, seus trapinhos
Junte tudo o que é seu
E saia do meu caminho
Nada tenho de meu
Mas prefiro viver sozinha
Nosso amor já morreu
E a saudade se existe é minha
Tinha até um projeto,
No futuro, um dia
O nosso mesmo teto
Mais uma vida abrigaria
Fracassei novamente
Pois sonhei, mas sonhei em vão
E você francamente, decididamente
Não tem coração
Tinha até um projeto,
No futuro, um dia
O nosso mesmo teto
Mais uma vida abrigaria
Fracassei novamente
Pois sonhei, mas sonhei em vão
E você francamente, decididamente
Não tem coração
Custódio Mesquita / Evaldo Ruy
1969 - Aracy de Almeida
Serra da Boa Esperança - Silvio Caldas (1958)
Serra da Boa Esperança, esperança que encerra
No coração do Brasil um punhado de terra
No coração de quem vai, no coração de quem vem
Serra da Boa Esperança meu último bem
Parto levando saudades, saudades deixando
Murchas caídas na serra lá perto de Deus
Oh minha serra eis a hora do adeus vou me embora
Deixo a luz do olhar no teu luar, adeus
Levo na minha cantiga a imagem da serra
Sei que Jesus não castiga o poeta que erra
Nós os poetas erramos, porque rimamos também
Os nossos olhos nos olhos de alguém que não vem
Serra da Boa Esperança não tenhas receio
Hei de guardar tua imagem com a graça de Deus
Oh minha serra eis a hora do adeus vou me embora
Deixo a luz do olhar no teu luar, adeus
Lamartine Babo
1958 - Cabelos Brancos
No coração do Brasil um punhado de terra
No coração de quem vai, no coração de quem vem
Serra da Boa Esperança meu último bem
Parto levando saudades, saudades deixando
Murchas caídas na serra lá perto de Deus
Oh minha serra eis a hora do adeus vou me embora
Deixo a luz do olhar no teu luar, adeus
Levo na minha cantiga a imagem da serra
Sei que Jesus não castiga o poeta que erra
Nós os poetas erramos, porque rimamos também
Os nossos olhos nos olhos de alguém que não vem
Serra da Boa Esperança não tenhas receio
Hei de guardar tua imagem com a graça de Deus
Oh minha serra eis a hora do adeus vou me embora
Deixo a luz do olhar no teu luar, adeus
Lamartine Babo
1958 - Cabelos Brancos
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Sabotagem No Morro - Aracy de Almeida (1965)
Eu quase que chorei
Quando alguém me falou
O salgueiro não sai
É sabotagem, não está legal
As cabrochas gastaram dinheiro,
Meu samba está pronto
Pro ensaio geral
Eu quase que chorei
Quando alguém me falou
O salgueiro não sai
Encontrei tamborins e cuícas
Em pedaços jogados no chão
O estandarte da escola rasgado
Na porta do meu barracão
Eu saí pelo morro correndo
Com o livro de ouro na mão
Sete peles de gato resolvem a situação
Pra fazer um tamborim?
Eu quase que chorei
Quando alguém me falou
O salgueiro não sai
É sabotagem, não está legal
As cabrochas gastaram dinheiro,
Meu samba está pronto
Pro ensaio geral
Eu quase que chorei
Quando alguém me falou
O salgueiro não sai
Encontrei tamborins e cuícas
Em pedaços jogados no chão
O estandarte da escola rasgado
Na porta do meu barracão
Eu saí pelo morro correndo
Com o livro de ouro na mão
Sete peles de gato resolvem a situação
Pra fazer um tamborim?
Haroldo Lobo / Wilson Batista
sábado, 2 de junho de 2012
Deixa o Mundo e o Sol Entrar - Elis Regina (1979)
De repente, vejo bem
Eu sou alguém com medo de viver
Sou prisioneiro das coisas que eu amei
Mas não tem sentido estar na vida
Preso a quem não quero mais
De outro lado está você
Nessas promessas vou quase sem ver
Que esse amor aflito, guardado só pra nós
De tão grande já não dá no quarto
Pede o mundo e a luz do sol
Meu passado já morreu
Quem veio dele, sei, vai me entender
Que o amor existe enquanto há paixão
Siga, minha amiga, pela vida
E que eu viva um novo amor
De outro lado estamos nós
Sem compromissos vis
Sem lar, sem lei
Siga, minha amante
Enquanto houver amor
Abra as portas, todas deste quarto
Deixa o mundo e o sol entrar...
Abra as portas, todas deste quarto
Deixa o mundo e o sol entrar...
Abra as portas, todas deste quarto...
Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle

quarta-feira, 30 de maio de 2012
Somos Todos Iguais Nesta Noite - Ivan Lins (1977)
Somos todos iguais nesta noite
Na frieza de um riso pintado
Na certeza de um sonho acabado
É o circo de novo...
Nós vivemos debaixo do pano
Entre espadas e rodas de fogo
Entre luzes e a dança das cores
Onde estão os atores...
Pede a banda
Pra tocar um dobrado
Olha nós outra vez no picadeiro
Pede a banda
Pra tocar um dobrado
Vamos dançar mais uma vez...
Pede a banda
Pra tocar um dobrado
Olha nós outra vez no picadeiro
Pede a banda
Pra tocar um dobrado
Vamos entrar mais uma vez...
Somos todos iguais nesta noite
Pelo ensaio diário de um drama
Pelo medo da chuva e da lama
É o circo de novo...
Nós vivemos debaixo do pano
Pelo truque malfeito dos magos
Pelo chicote dos domadores
E o rufar dos tambores...
Pede a banda
Pra tocar um dobrado
Olha nós outra vez no picadeiro
Pede a banda
Pra tocar um dobrado...
Vamos dançar mais uma vez...
Pede a banda
Pra tocar um dobrado
Olha nós outra vez no picadeiro
Pede a banda
Pra tocar um dobrado...
Vamos entrar mais uma vez...
Pede a banda
Pra tocar um dobrado
Olha nós outra vez no picadeiro
Pede a banda
Pra tocar um dobrado...
Vamos dançar mais uma vez...
Ivan Lins / Vitor Martins

quinta-feira, 17 de maio de 2012
Sonho de Um Carnaval - Chico Buarque (1966)
Carnaval, desengano
Deixei a dor em casa me esperando
E brinquei e gritei e fui vestido de rei
Quarta-feira sempre desce o pano
Carnaval, desengano
Essa morena me deixou sonhando
Mão na mão, pé no chão e hoje, nem lembra não
Quarta-feira sempre desce o pano
Era uma canção, um só cordão
E uma vontade
De tomar a mão
De cada irmão pela cidade
No carnaval, esperança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente grande saiba ser criança
No carnaval, esperança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente grande saiba ser criança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente grande saiba ser criança...
Chico Buarque

quinta-feira, 10 de maio de 2012
Superbacana - Caetano Veloso (1968)
Toda essa gente se engana
Ou então finge que não vê que eu nasci
Pra ser o superbacana
Eu nasci pra ser o superbacana
Superbacana, Superbacana
Superbacana, Super-homem
Superflit, Supervinc
Superist, Superbacana
Estilhaços sobre Copacabana
O mundo em Copacabana
Tudo em Copacabana, Copacabana
O mundo explode longe, muito longe
O sol responde, o tempo esconde
O vento espalha e as migalhas
Caem todas sobre Copacabana, me engana
Esconde o superamendoim
O espinafre, o biotônico
O comando do avião supersônico
Do parque eletrônico
Do poder atômico
Do avanço econômico
A moeda número um do Tio Patinhas não é minha
Um batalhão de cowboys
Barra a entrada da legião dos super-heróis
E eu superbacana
Vou sonhando até explodir colorido
No sol, nos cinco sentidos
Nada no bolso ou nas mãos
Um instante, maestro!
Super-homem, Superflit
Supervinc, Superist
Superviva, Supershell
Superquentão...
Caetano Veloso

domingo, 29 de abril de 2012
Se A Lua Contasse - Aurora Miranda (1956)
Se a lua contasse tudo o que vê
De mim e de você muito teria o que contar
Contaria que nos viu brigando
E viu você chorando me pedindo pra voltar
Se a lua contasse tudo o que vê
De mim e de você muito teria o que contar
Contaria que nos viu brigando
E viu você chorando me pedindo pra voltar
Somente a lua foi testemunha
Daquele beijo sensacional
Neste momento foi tal o enlevo
Que a própria lua sentiu-se mal
Tudo o que vê...
Tudo o que vê...
Se a lua contasse tudo o que vê...
Se a lua contasse tudo o que vê
De mim e de você muito teria o que contar
Contaria que nos viu brigando
E viu você chorando me pedindo pra voltar
Se a lua contasse tudo o que vê
De mim e de você muito teria o que contar
Contaria que nos viu brigando
E viu você chorando me pedindo pra voltar
Só as estrelas que cintilavam
Hoje dão conta do que se viu
Contam que a lua foi desmaiando
Caiu nas ondas, boiou. . . sumiu
Tudo o que vê...
Tudo o que vê...
Se a lua contasse tudo o que vê...
Se a lua contasse tudo o que vê
De mim e de você muito teria o que contar
Contaria que nos viu brigando
E viu você chorando me pedindo pra voltar
Se a lua contasse tudo o que viu...
Custódio Mesquita
Se Todos Fossem Iguais a Você - Agostinho dos Santos (1964)
Vai tua vida
Seu caminho é de paz, de amor
A sua vida
É uma linda canção de amor
Abre os seus braços e canta
A última esperança
A esperança divina
De amar em paz
Se todos fossem
Iguais a você
Que maravilha viver
Uma canção pelo ar
Uma mulher a cantar
Uma cidade a cantar,
A sorrir, a cantar, a pedir
A beleza de amar
Como o sol, como a flor, como a luz
Amar sem mentir, nem sofrer
Existiria a verdade
Verdade que ninguém vê
Se todos fossem no mundo iguais a você
Uma canção pelo ar
Uma mulher a cantar
Uma cidade a cantar,
A sorrir, a cantar, a pedir
A beleza de amar
Como o sol, como a flor, como a luz
Amar sem mentir, nem sofrer
Existiria a verdade
Verdade que ninguém vê
Se todos fossem no mundo iguais a você
Tom Jobim / Vinicius de Moraes
domingo, 22 de abril de 2012
Saia de Bico - Carmélia Alves (1955)
Saia bonita
De renda de bico
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Saia bonita
De renda de bico
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Se meu amor for-se embora
Eu não fico!
Se meu amor for-se embora
Eu não fico!
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Tico-tico, vai-se embora!
Caçador tá de tocaia!
E eu já tô preso, e bem preso
Na renda daquela saia.
O luar fez tanta renda,
Tanta renda pelo chão,
Que o amor também fez renda
E prendeu meu coração!
Saia bonita
De renda de bico
Oi, panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Saia bonita
De renda de bico
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Se meu amor for-se embora
Eu não fico!
Se meu amor for-se embora
Eu não fico!
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Saia bonita
De renda de bico
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Saia bonita
De renda de bico
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Se meu amor for-se embora
Eu não fico!
Se meu amor for-se embora
Eu não fico!
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Tico-tico, vai-se embora!
Caçador tá de tocaia!
E eu já tô preso, e bem preso
Na renda daquela saia.
O luar fez tanta renda,
Tanta renda pelo chão,
Que o amor também fez renda
E prendeu meu coração!
Saia bonita
De renda de bico
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Saia bonita
De renda de bico
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
Se meu amor for-se embora
Eu não fico!
Se meu amor for-se embora
Eu não fico!
Panha a laranja do chão,
Tico-tico!
João de Barro
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Samba do Carioca - Sylvio Cezar (1965)
Vamos, carioca
Sai do teu sono devagar
O dia já vem vindo aí
O sol já vai raiar
São Jorge, teu padrinho
Te dê cana pra tomar
Xangô, teu pai, te dê
Muitas mulheres para amar
Vai o teu caminho
É tanto carinho para dar
Cuidando do teu benzinho
Que também vai te cuidar
Mas sempre morandinho
Com quem não tem com quem morar
Na base do sozinho não dá pé
Nunca vai dar
Vamos, minha gente
É hora da gente trabalhar
O dia já vem vindo aí
O sol já vai raiar
A vida está contente
De poder continuar
E o tempo vai passando
Sem vontade de passar
Ê, vida tão boa
Só coisa boa pra pensar
Sem ter que pagar nada
Céu e terra, sol e mar
E ainda ter mulher
E ter o samba pra cantar
O samba que é o balanço
Da mulher que sabe amar
Carlos Lyra / Vinicius de Moraes
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Sá Marina - Wilson Simonal (1968)
Descendo a rua da ladeira
Só quem viu, que pode contar
Cheirando a flor de laranjeira
Sá Marina vem pra dançar
De saia branca costumeira
Gira ao sol, que parou pra olhar
Com seu jeitinho tão faceira
Fez o povo inteiro cantar
E põe pra fora esta alegriaRoda pela vida afora
Dança que amanhece o dia
Pra se cantar
Gira, que essa gente aflita
Se agita e segue no seu passo
Mostra toda essa poesia do olhar
Deixando versos na partida
E só cantigas prá se cantar
Naquela tarde de domingo
Fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
Deixando versos na partida
E só cantigas pra se cantar
Naquela tarde de domingo
Fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá Lá!
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
E fez o povo inteiro chorar
Antonio Adolfo / Tibério Gaspar

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