Menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Coração magoado, coração sofredor
Menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Mas, menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Coração magoado, coração sofredor
Coração magoado, coração sofredor
Enxuguei as lágrimas da saudade
Para esquecer aquele amor
Eu tenho um coração amargurado
Tenho o coração sofredor
Não tenho um amor, não tenho um amor
Não tenho um amor, meu Deus, que horror
Não tenho um amor, não tenho um amor
Não tenho um amor, meu Deus, que horror
Menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Ai menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Coração magoado, coração sofredor
Coração magoado, coração sofredor
Menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Coração magoado, coração sofredor
Coração magoado, coração sofredor
Enxuguei as lágrimas da saudade
Para esquecer aquele amor
Eu tenho um coração amargurado
Tenho o coração sofredor
Não tenho um amor, não tenho um amor
Não tenho um amor, meu Deus, que horror
Não tenho um amor, não tenho um amor
Não tenho um amor, meu Deus, que horror
Não tenho um amor, não tenho um amor
Não tenho um amor, meu Deus, que horror
Não tenho um amor, não tenho um amor
Não tenho um amor, meu Deus, que horror...
Erasmo Silva
1966 - O Samba Vem Lá de Cima
"Amo a música. Acredito na melhora do planeta. Confio em que nem tudo está perdido. Creio na bondade do ser humano. E percebo que a loucura é fundamental. Viver é ótimo!" Elis Regina
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domingo, 2 de novembro de 2014
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Marina Morena - Francis Hime (1980)
Meia volta, volta e meia
Ciranda de areia
Volteio dobrado
Meu canto mexe um tempero
De amor feiticeiro
De corpo fechado,
Cego,
Solto,
Salvo,
Só...
Passei a semana pensando em você
Sofrendo por tudo querendo você
Lembrando mentiras bonitas para te dizer
Marina morena você não pintou
Me vira o seu rosto me faça o favor
Me salva do abismo, do abismo de me perder
No vento da maré cheia
Meu canto ponteia
Na noite calada
Fogueira que me clareia
E o fogo incendeia
De chama cerrada,
Leve,
Lenta,
Branca,
Só...
Passei a semana pensando em você
Sofrendo por tudo querendo você
Lembrando mentiras bonitas para te dizer
Marina morena você não pintou
Me vira o seu rosto me faça o favor
Me salva do abismo, do abismo de me perder
Quando ressoa o pandeiro
Festim cativeiro
Cantiga rimada
Meu sangue dança na veia
Canção de sereia
De alma penada,
Vaga,
Magra,
Livre,
Vaga,
Magra,
Livre,
Vaga,
Magra,
Livre,
Vaga,
Magra,
Livre...
Francis Hime / Cacaso
1980 - Francis
Ciranda de areia
Volteio dobrado
Meu canto mexe um tempero
De amor feiticeiro
De corpo fechado,
Cego,
Solto,
Salvo,
Só...
Passei a semana pensando em você
Sofrendo por tudo querendo você
Lembrando mentiras bonitas para te dizer
Marina morena você não pintou
Me vira o seu rosto me faça o favor
Me salva do abismo, do abismo de me perder
No vento da maré cheia
Meu canto ponteia
Na noite calada
Fogueira que me clareia
E o fogo incendeia
De chama cerrada,
Leve,
Lenta,
Branca,
Só...
Passei a semana pensando em você
Sofrendo por tudo querendo você
Lembrando mentiras bonitas para te dizer
Marina morena você não pintou
Me vira o seu rosto me faça o favor
Me salva do abismo, do abismo de me perder
Quando ressoa o pandeiro
Festim cativeiro
Cantiga rimada
Meu sangue dança na veia
Canção de sereia
De alma penada,
Vaga,
Magra,
Livre,
Vaga,
Magra,
Livre,
Vaga,
Magra,
Livre,
Vaga,
Magra,
Livre...
Francis Hime / Cacaso
1980 - Francis
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Malandragem - Cássia Eller (2001)
Quem sabe
Eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus
Da escola, sozinha...
Cansada com minhas
Meias três quartos
Rezando baixo pelos cantos
Por ser uma menina má...
Quem sabe o príncipe virou um chato
Que vive dando no meu saco
Quem sabe a vida
É não sonhar...
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...
Bobeira
É não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira...
Eu ando nas ruas, eu troco cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro, tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo pra cantar...
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...
Eu ando nas ruas, eu troco cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro, tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo pra cantar...
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...
Quem sabe eu ainda sou
Uma garotinha!
Eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus
Da escola, sozinha...
Cansada com minhas
Meias três quartos
Rezando baixo pelos cantos
Por ser uma menina má...
Quem sabe o príncipe virou um chato
Que vive dando no meu saco
Quem sabe a vida
É não sonhar...
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...
Bobeira
É não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira...
Eu ando nas ruas, eu troco cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro, tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo pra cantar...
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...
Eu ando nas ruas, eu troco cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro, tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo pra cantar...
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...
Quem sabe eu ainda sou
Uma garotinha!
Cazuza / Frejat
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Madalena - Elis Regina (1971)
Oh! Madalena
O meu peito percebeu
Que o mar é uma gota
Comparado ao pranto meu
Fique certa
Quando o nosso amor desperta
Logo o sol se desespera
E se esconde lá na serra
Ê Madalena
O que é meu não se divide
Nem tão pouco se admite
Quem do nosso amor duvide
Até a lua
Se arrisca num palpite
Que o nosso amor existe
Forte ou fraco, alegre ou triste
Madalena
O meu peito percebeu
Que o mar é uma gota
Comparado ao pranto meu
Fique certa
Quando o nosso amor desperta
Logo o sol se desespera
E se esconde lá na serra
Ê Madalena
O que é meu não se divide
Tão pouco se admite
Quem do nosso amor duvide
Até a lua
Se arrisca num palpite
Que o nosso amor existe
Forte ou fraco, alegre ou triste
Ê Madalena
O que é meu não se divide
Nem tão pouco se admite
Quem do nosso amor duvide
Até a lua
Se arrisca num palpite
Que o nosso amor existe
Forte ou fraco, alegre ou triste
Ê Madalena...
Ronaldo Monteiro / Ivan Lins
1971 - Ela
O meu peito percebeu
Que o mar é uma gota
Comparado ao pranto meu
Fique certa
Quando o nosso amor desperta
Logo o sol se desespera
E se esconde lá na serra
Ê Madalena
O que é meu não se divide
Nem tão pouco se admite
Quem do nosso amor duvide
Até a lua
Se arrisca num palpite
Que o nosso amor existe
Forte ou fraco, alegre ou triste
Madalena
O meu peito percebeu
Que o mar é uma gota
Comparado ao pranto meu
Fique certa
Quando o nosso amor desperta
Logo o sol se desespera
E se esconde lá na serra
Ê Madalena
O que é meu não se divide
Tão pouco se admite
Quem do nosso amor duvide
Até a lua
Se arrisca num palpite
Que o nosso amor existe
Forte ou fraco, alegre ou triste
Ê Madalena
O que é meu não se divide
Nem tão pouco se admite
Quem do nosso amor duvide
Até a lua
Se arrisca num palpite
Que o nosso amor existe
Forte ou fraco, alegre ou triste
Ê Madalena...
Ronaldo Monteiro / Ivan Lins
1971 - Ela
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Meditação - João Gilberto (1960)
Quem acreditou
No amor, no sorriso e na flor
Então sonhou, sonhou...
E perdeu a paz
O amor, o sorriso e a flor
Se transformam depressa demais
Quem, no coração
Abrigou a tristeza de ver
Tudo isto se perder
E, na solidão
Procurou um caminho e seguiu,
Já descrente de um dia feliz
Quem chorou, chorou
E tanto que seu pranto
Já secou
Quem depois voltou
Ao amor, ao sorriso e à flor
Então tudo encontrou
Pois a própria dor
Revelou o caminho do amor
E a tristeza acabou
Tom Jobim / Newton Mendonça
1960 - O Amor, O Sorriso e A Flor
No amor, no sorriso e na flor
Então sonhou, sonhou...
E perdeu a paz
O amor, o sorriso e a flor
Se transformam depressa demais
Quem, no coração
Abrigou a tristeza de ver
Tudo isto se perder
E, na solidão
Procurou um caminho e seguiu,
Já descrente de um dia feliz
Quem chorou, chorou
E tanto que seu pranto
Já secou
Quem depois voltou
Ao amor, ao sorriso e à flor
Então tudo encontrou
Pois a própria dor
Revelou o caminho do amor
E a tristeza acabou
Tom Jobim / Newton Mendonça
1960 - O Amor, O Sorriso e A Flor
terça-feira, 17 de julho de 2012
Música No Ar - Tim Maia (1973)
Música no ar
Entre a terra, céu e o mar
Tanto pra dizer
E se ouve lamentar
Saiba quem quiser saber
Só o viver é que é viver
Entre ontem, hoje e amanhã
Vive quem souber querer
Música no ar
Entre a terra, céu e o mar
Tanto pra dizer
E se ouve lamentar
Saiba quem quiser saber
Só o viver é que é viver
Entre ontem, hoje e amanhã
Vive quem souber querer
Música no ar
Entre a terra, céu e o mar
Tanto pra dizer
E se ouve lamentar
Saiba quem quiser saber
Só o viver é que é viver
Entre ontem, hoje e amanhã
Vive quem souber querer
Tim Maia

sexta-feira, 8 de junho de 2012
Mamãe Passou Açúcar em Mim - Wilson Simonal (1966)
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Eu sei que tenho
Muitas garotas
Todas gamadinhas por mim
E todo dia, é uma agonia
Não posso mais andar na rua
É o fim...
Eu era neném
Não tinha talco
Mamãe passou açúcar em mim...
Sei de muito broto
Que anda louco
Pra dar uma bitoca em mim
E na verdade
Na minha idade
Eu nunca vi ter tanto broto assim...
Eu era neném
Não tinha talco
Mamãe passou açúcar em mim...
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Carlos Imperial

sábado, 2 de junho de 2012
Marcha da Quarta-Feira de Cinzas - Toquinho & Vinicius (1975)
Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou
Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri, se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor
E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade
A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir, voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar
Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe
Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz
Seu canto de paz
Seu canto de paz
Seu canto de paz...
Carlos Lyra / Vinicius de Moraes

sábado, 19 de maio de 2012
Madalena Foi Pro Mar - Chico Buarque (1966)
Madalena foi pro mar
E eu fiquei a ver navios
Madalena foi pro mar
E eu fiquei a ver navios
Quem com ela se encontrar
Diga lá no alto mar
Que é preciso voltar já
Pra cuidar dos nossos filhos
Que é preciso voltar já
Pra cuidar dos nossos filhos
Pra zombar dos olhos meus
No alto mar a vela acena
Tanto jeito tem de adeus
Tanto adeus de Madalena
Madalena foi pro mar
E eu fiquei a ver navios
Madalena foi pro mar
E eu fiquei a ver navios
Quem com ela se encontrar
Diga lá no alto mar
Que é preciso voltar já
Pra cuidar dos nossos filhos
Que é preciso voltar já
Pra cuidar dos nossos filhos
É preciso não chorar
Maldizer, não vale a pena
Jesus manda perdoar
A mulher que é Madalena
Madalena foi pro mar
E eu fiquei a ver navios
Madalena foi pro mar
E eu fiquei a ver navios
Madalena foi pro mar
E eu fiquei a ver navios...
Chico Buarque

sábado, 28 de abril de 2012
Meu Mundo Caiu - Maysa (1958)
Meu mundo caiu
E me fez ficar assim
Você conseguiu
E agora diz que tem pena de mim
Não sei se me explico bem
Eu nada pedi
Nem a você nem a ninguém
Não fui eu que caí
Sei que você me entendeu
Sei também que não vai se importar
Se meu mundo caiu
Eu que aprenda a levantar
Meu mundo caiu
E me fez ficar assim
Você conseguiu
E agora diz que tem pena de mim
Não sei se me explico bem
Eu nada pedi
Nem a você nem a ninguém
Não fui eu que caí
Sei que você me entendeu
Sei também que não vai se importar
Se meu mundo caiu
Eu que aprenda a levantar
Maysa


sábado, 7 de abril de 2012
Minha História (Gesubambino) - MPB-4 (1971)
Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar
Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente
E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente
Ele assim como veio partiu não se sabe pra onde
E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe
Esperando, parada, pregada na pedra do porto
Com seu único velho vestido, cada dia mais curto
Quando enfim eu nasci, minha mãe embrulhou-me num manto
Me vestiu como se eu fosse assim uma espécie de santo
Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher
Me ninava cantando cantigas de cabaré
Minha mãe não tardou alertar toda a vizinhança
A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança
E não sei bem se por ironia ou se por amor
Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor
Minha história e esse nome que ainda hoje carrego comigo
Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo
Os ladrões, as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus
Dalla / Pallotino / vrs. Chico Buarque

sexta-feira, 6 de abril de 2012
Maracangalha - Dorival Caymmi (1957)
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou prá Maracangalha
Eu vou!
Eu vou de liforme branco
Eu vou!
Eu vou de chapéu de palha
Eu vou!
Eu vou convidar Anália
Eu vou!
Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só!
Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só sem Anália
Mas eu vou!
Eu vou prá Maracangalha
Eu vou!
Eu vou de liforme branco
Eu vou!
Eu vou de chapéu de palha
Eu vou!
Eu vou convidar Anália
Eu vou!
Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só!
Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só sem Anália
Mas eu vou!
Eu vou!
Eu vou!
Eu vou!
Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só!
Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só sem Anália
Mas eu vou!
Eu vou prá Maracangalha
Eu vou!
Eu vou de liforme branco
Eu vou!
Eu vou de chapéu de palha
Eu vou!
Eu vou convidar Anália
Eu vou!
Eu vou só!...
Dorival Caymmi

Moro No Fim da Rua - Wilson Simonal (1970)
Hoje, nós passeamos pela galeria
Me lembro que você sorria
Eu notei, notei um pôster na parede
Me lembro que estava com sede
E eu bebi demais
Eu bebi demais
Eu bebi demais
E não lembro nada
Só lembro que uma certa hora
Um pouco antes de ir embora
Eu disse, eu disse
Moro lá no fim da rua
Onde tudo é escuro demais
Escuro demais
Moro lá no fim da rua
Onde tudo é escuro demais
Escuro demais
Moro lá no fim da rua
Onde tudo é escuro demais
Escuro demais
Moro lá no fim da rua
Onde tudo é escuro demais
Escuro demais
Depois, nós passeamos pela avenida
E assim eu vou levando a vida
E assim eu vou levando a vida
Moro lá no fim da rua
Onde tudo é escuro demais
Escuro demais
Moro lá no fim da rua
Onde tudo é escuro demais
Escuro demais
Moro lá no fim da rua
Onde tudo é escuro demais
Escuro demais
Luiz Vagner / Tom Gomes
Moto-Contínuo - Chico Buarque (1981)
Um homem pode ir ao fundo do fundo do fundo
se for por você
Um homem pode tapar os buracos do mundo
se for por você
Pode inventar qualquer mundo, como um vagabundo
se for por você
basta sonhar com você
Juntar o suco dos sonhos e encher um açude
se for por você
A fonte da juventude correndo nas bicas
se for por você
Bocas passando saúde com beijos nas bocas
se for por você
Homem também pode amar e abraçar e afagar seu ofício porquê
Vai habitar o edifício que faz pra você
E no aconchego da pele na pele, da carne na carne, entender
Que homem foi feito direito, do jeito que é feito o prazer
Homem constrói sete usinas usando a energia
que vem de você
Homem conduz a alegria que sai das turbinas
de volta a você
E cria o moto-contínuo da noite pro dia
se for por você
E quando um homem já está de partida, da curva da vida ele vê
Que o seu caminho não foi um caminho sozinho porquê
Sabe que um homem vai fundo e vai fundo e vai fundo
se for por você...
Chico Buarque / Edu Lobo
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