Mostrando postagens com marcador # M. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador # M. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de novembro de 2014

Menina, Quem Foi Seu Mestre - Angela Maria (1966)

Menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Coração magoado, coração sofredor

Menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Mas, menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Coração magoado, coração sofredor
Coração magoado, coração sofredor

Enxuguei as lágrimas da saudade
Para esquecer aquele amor
Eu tenho um coração amargurado
Tenho o coração sofredor

Não tenho um amor, não tenho um amor
Não tenho um amor, meu Deus, que horror
Não tenho um amor, não tenho um amor
Não tenho um amor, meu Deus, que horror

Menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Ai menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Coração magoado, coração sofredor
Coração magoado, coração sofredor

Menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Menina, quem foi seu mestre?
Seu mestre foi seu amor
Coração magoado, coração sofredor
Coração magoado, coração sofredor

Enxuguei as lágrimas da saudade
Para esquecer aquele amor
Eu tenho um coração amargurado
Tenho o coração sofredor

Não tenho um amor, não tenho um amor
Não tenho um amor, meu Deus, que horror
Não tenho um amor, não tenho um amor
Não tenho um amor, meu Deus, que horror

Não tenho um amor, não tenho um amor
Não tenho um amor, meu Deus, que horror
Não tenho um amor, não tenho um amor
Não tenho um amor, meu Deus, que horror...

Erasmo Silva



1966 - O Samba Vem Lá de Cima

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Marina Morena - Francis Hime (1980)

Meia volta, volta e meia
Ciranda de areia
Volteio dobrado

Meu canto mexe um tempero
De amor feiticeiro
De corpo fechado,

Cego,
Solto,
Salvo,
Só...

Passei a semana pensando em você
Sofrendo por tudo querendo você
Lembrando mentiras bonitas para te dizer

Marina morena você não pintou
Me vira o seu rosto me faça o favor
Me salva do abismo, do abismo de me perder

No vento da maré cheia
Meu canto ponteia
Na noite calada

Fogueira que me clareia
E o fogo incendeia
De chama cerrada,

Leve,
Lenta,
Branca,
Só...

Passei a semana pensando em você
Sofrendo por tudo querendo você
Lembrando mentiras bonitas para te dizer

Marina morena você não pintou
Me vira o seu rosto me faça o favor
Me salva do abismo, do abismo de me perder

Quando ressoa o pandeiro
Festim cativeiro
Cantiga rimada

Meu sangue dança na veia
Canção de sereia
De alma penada,

Vaga,
Magra,
Livre,
Vaga,
Magra,
Livre,
Vaga,
Magra,
Livre,
Vaga,
Magra,
Livre...

Francis Hime / Cacaso




1980 - Francis

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Malandragem - Cássia Eller (2001)

Quem sabe
Eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus
Da escola, sozinha...

Cansada com minhas
Meias três quartos
Rezando baixo pelos cantos
Por ser uma menina má...

Quem sabe o príncipe virou um chato
Que vive dando no meu saco
Quem sabe a vida
É não sonhar...

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade

Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...

Bobeira
É não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira...

Eu ando nas ruas, eu troco cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro, tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo pra cantar...

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade

Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...

Eu ando nas ruas, eu troco cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro, tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo pra cantar...

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade

Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...

Quem sabe eu ainda sou
Uma garotinha!

Cazuza / Frejat



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Madalena - Elis Regina (1971)

Oh! Madalena
O meu peito percebeu
Que o mar é uma gota
Comparado ao pranto meu

Fique certa
Quando o nosso amor desperta
Logo o sol se desespera
E se esconde lá na serra

Ê Madalena
O que é meu não se divide
Nem tão pouco se admite
Quem do nosso amor duvide

Até a lua
Se arrisca num palpite
Que o nosso amor existe
Forte ou fraco, alegre ou triste

Madalena
O meu peito percebeu
Que o mar é uma gota
Comparado ao pranto meu

Fique certa
Quando o nosso amor desperta
Logo o sol se desespera
E se esconde lá na serra

Ê Madalena
O que é meu não se divide
Tão pouco se admite
Quem do nosso amor duvide

Até a lua
Se arrisca num palpite
Que o nosso amor existe
Forte ou fraco, alegre ou triste

Ê Madalena
O que é meu não se divide
Nem tão pouco se admite
Quem do nosso amor duvide

Até a lua
Se arrisca num palpite
Que o nosso amor existe
Forte ou fraco, alegre ou triste

Ê Madalena...

Ronaldo Monteiro / Ivan Lins




1971 - Ela

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Meditação - João Gilberto (1960)

Quem acreditou
No amor, no sorriso e na flor
Então sonhou, sonhou...

E perdeu a paz
O amor, o sorriso e a flor
Se transformam depressa demais

Quem, no coração
Abrigou a tristeza de ver
Tudo isto se perder

E, na solidão
Procurou um caminho e seguiu,
Já descrente de um dia feliz

Quem chorou, chorou
E tanto que seu pranto
Já secou

Quem depois voltou
Ao amor, ao sorriso e à flor
Então tudo encontrou

Pois a própria dor
Revelou o caminho do amor
E a tristeza acabou

Tom Jobim / Newton Mendonça




1960 - O Amor, O Sorriso e A Flor

terça-feira, 17 de julho de 2012

Música No Ar - Tim Maia (1973)

Música no ar
Entre a terra, céu e o mar
Tanto pra dizer
E se ouve lamentar

Saiba quem quiser saber
Só o viver é que é viver
Entre ontem, hoje e amanhã
Vive quem souber querer

Música no ar
Entre a terra, céu e o mar
Tanto pra dizer
E se ouve lamentar

Saiba quem quiser saber
Só o viver é que é viver
Entre ontem, hoje e amanhã
Vive quem souber querer

Música no ar
Entre a terra, céu e o mar
Tanto pra dizer
E se ouve lamentar

Saiba quem quiser saber
Só o viver é que é viver
Entre ontem, hoje e amanhã
Vive quem souber querer

Tim Maia






sexta-feira, 8 de junho de 2012

Mamãe Passou Açúcar em Mim - Wilson Simonal (1966)

Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!

Eu sei que tenho
Muitas garotas
Todas gamadinhas por mim

E todo dia, é uma agonia
Não posso mais andar na rua
É o fim...

Eu era neném
Não tinha talco
Mamãe passou açúcar em mim...

Sei de muito broto
Que anda louco
Pra dar uma bitoca em mim

E na verdade
Na minha idade
Eu nunca vi ter tanto broto assim...

Eu era neném
Não tinha talco
Mamãe passou açúcar em mim...

Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!
Lá Lá Lá Lá Lalalalalá!

Carlos Imperial






sábado, 2 de junho de 2012

Marcha da Quarta-Feira de Cinzas - Toquinho & Vinicius (1975)

Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou

Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri, se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor

E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir, voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar

Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe

Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz

Seu canto de paz
Seu canto de paz
Seu canto de paz...

Carlos Lyra / Vinicius de Moraes






sábado, 19 de maio de 2012

Madalena Foi Pro Mar - Chico Buarque (1966)

Madalena foi pro mar
E eu fiquei a ver navios
Madalena foi pro mar
E eu fiquei a ver navios

Quem com ela se encontrar
Diga lá no alto mar
Que é preciso voltar já
Pra cuidar dos nossos filhos
Que é preciso voltar já
Pra cuidar dos nossos filhos

Pra zombar dos olhos meus
No alto mar a vela acena
Tanto jeito tem de adeus
Tanto adeus de Madalena

Madalena foi pro mar
E eu fiquei a ver navios
Madalena foi pro mar
E eu fiquei a ver navios

Quem com ela se encontrar
Diga lá no alto mar
Que é preciso voltar já
Pra cuidar dos nossos filhos
Que é preciso voltar já
Pra cuidar dos nossos filhos

É preciso não chorar
Maldizer, não vale a pena
Jesus manda perdoar
A mulher que é Madalena

Madalena foi pro mar
E eu fiquei a ver navios
Madalena foi pro mar
E eu fiquei a ver navios
Madalena foi pro mar
E eu fiquei a ver navios...

Chico Buarque











sábado, 28 de abril de 2012

Meu Mundo Caiu - Maysa (1958)

Meu mundo caiu
E me fez ficar assim
Você conseguiu
E agora diz que tem pena de mim

Não sei se me explico bem
Eu nada pedi
Nem a você nem a ninguém
Não fui eu que caí

Sei que você me entendeu
Sei também que não vai se importar
Se meu mundo caiu
Eu que aprenda a levantar

Meu mundo caiu
E me fez ficar assim
Você conseguiu
E agora diz que tem pena de mim

Não sei se me explico bem
Eu nada pedi
Nem a você nem a ninguém
Não fui eu que caí

Sei que você me entendeu
Sei também que não vai se importar
Se meu mundo caiu
Eu que aprenda a levantar

Maysa






sábado, 7 de abril de 2012

Minha História (Gesubambino) - MPB-4 (1971)

Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar
Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente
E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente

Ele assim como veio partiu não se sabe pra onde
E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe
Esperando, parada, pregada na pedra do porto
Com seu único velho vestido, cada dia mais curto

Quando enfim eu nasci, minha mãe embrulhou-me num manto
Me vestiu como se eu fosse assim uma espécie de santo
Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher
Me ninava cantando cantigas de cabaré

Minha mãe não tardou alertar toda a vizinhança
A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança
E não sei bem se por ironia ou se por amor
Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor

Minha história e esse nome que ainda hoje carrego comigo
Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo
Os ladrões, as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus

Dalla / Pallotino / vrs. Chico Buarque






sexta-feira, 6 de abril de 2012

Maracangalha - Dorival Caymmi (1957)

Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só!

Eu vou prá Maracangalha
Eu vou!
Eu vou de liforme branco
Eu vou!
Eu vou de chapéu de palha
Eu vou!
Eu vou convidar Anália
Eu vou!

Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só!

Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!

Eu vou só sem Anália
Mas eu vou!

Eu vou prá Maracangalha
Eu vou!
Eu vou de liforme branco
Eu vou!
Eu vou de chapéu de palha
Eu vou!
Eu vou convidar Anália
Eu vou!

Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só!

Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!

Eu vou só sem Anália
Mas eu vou!

Eu vou!
Eu vou!
Eu vou!

Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só!

Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!

Eu vou só sem Anália
Mas eu vou!

Eu vou prá Maracangalha
Eu vou!
Eu vou de liforme branco
Eu vou!
Eu vou de chapéu de palha
Eu vou!
Eu vou convidar Anália
Eu vou!

Eu vou só!...

Dorival Caymmi







Moro No Fim da Rua - Wilson Simonal (1970)

Hoje, nós passeamos pela galeria
Me lembro que você sorria
Eu notei, notei um pôster na parede
Me lembro que estava com sede

E eu bebi demais
Eu bebi demais
Eu bebi demais
E não lembro nada

Só lembro que uma certa hora
Um pouco antes de ir embora
Eu disse, eu disse

Moro lá no fim da rua
Onde tudo é escuro demais
Escuro demais

Moro lá no fim da rua
Onde tudo é escuro demais
Escuro demais

Moro lá no fim da rua
Onde tudo é escuro demais
Escuro demais

Moro lá no fim da rua
Onde tudo é escuro demais
Escuro demais

Depois, nós passeamos pela avenida
E assim eu vou levando a vida
E assim eu vou levando a vida

Moro lá no fim da rua
Onde tudo é escuro demais
Escuro demais

Moro lá no fim da rua
Onde tudo é escuro demais
Escuro demais

Moro lá no fim da rua
Onde tudo é escuro demais
Escuro demais

Luiz Vagner / Tom Gomes





Moto-Contínuo - Chico Buarque (1981)

Um homem pode ir ao fundo do fundo do fundo
se for por você

Um homem pode tapar os buracos do mundo
se for por você

Pode inventar qualquer mundo, como um vagabundo
se for por você
basta sonhar com você

Juntar o suco dos sonhos e encher um açude
se for por você

A fonte da juventude correndo nas bicas
se for por você

Bocas passando saúde com beijos nas bocas
se for por você

Homem também pode amar e abraçar e afagar seu ofício porquê

Vai habitar o edifício que faz pra você

E no aconchego da pele na pele, da carne na carne, entender

Que homem foi feito direito, do jeito que é feito o prazer

Homem constrói sete usinas usando a energia
que vem de você

Homem conduz a alegria que sai das turbinas
de volta a você

E cria o moto-contínuo da noite pro dia
se for por você

E quando um homem já está de partida, da curva da vida ele vê

Que o seu caminho não foi um caminho sozinho porquê

Sabe que um homem vai fundo e vai fundo e vai fundo
se for por você...

Chico Buarque / Edu Lobo