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domingo, 27 de outubro de 2013

Samba em Prelúdio - Maria Creuza, Toquinho e Vinicius (1988)

Eu sem você
Não tenho porquê
Porque sem você
Não sei nem chorar

Sou chama sem luz
Jardim sem luar
Luar sem amor
Amor sem se dar

E eu sem você
Sou só desamor
Um barco sem mar
Um campo sem flor

Tristeza que vai
Tristeza que vem
Sem você meu amor
Eu não sou ninguém...

Ah! que saudade
Que vontade de ver
Renascer, nossa vida
Volta querido

Os meus braços
Precisam dos teus
Teus abraços
Precisam dos meus

Estou tão sozinha
Tenho os olhos
Cansados de olhar
Para o além

Vem ver a vida
Sem você meu amor
Eu não sou
Ninguém

Eu sem você (Ah! que saudade)
Não tenho porquê (Que vontade de ver)
Porque sem você (Renascer, nossa vida)
Não sei nem chorar (Volta querido)

Sou chama sem luz (Teus abraços)
Jardim sem luar (Precisam dos meus)
Luar sem amor (Os meus braços)
Amor sem se dar (Precisam dos teus)

E eu sem você (Estou tão sozinha)
Sou só desamor (Tenho os olhos)
Um barco sem mar (Cansados de olhar)
Um campo sem flor (Para o além)

Tristeza que vai
Tristeza que vem (Vem ver a vida)
Sem você meu amor
Eu não sou ninguém...

Sem você meu amor
Eu não sou ninguém
Sem você meu amor
Eu não sou ninguém...

Baden Powell / Vinicius de Moraes



1988 - O Grande Encontro de Maria Creuza, Toquinho e Vinicius

Tarde em Itapoã - Toquinho, Vinicius e Marília Medalha (1988)

Um velho calção de banho
O dia pra vadiar
O mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar

Depois, na Praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de coco
É bom!...

Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar, com doçura
Com uma cachaça de rolha

E com olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar, ir sentindo
A terra toda rodar
É bom!...

Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
E o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais

E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços, morenos
Da lua de Itapuã
É bom!...

Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã...

Vinicius de Moraes / Toquinho




1988 - O Grande Encontro de Maria Creuza, Toquinho e Vinicius

No Colo da Serra - Toquinho e Vinicius (1988)

Uma casinha qualquer no colo da serra,
Um palmo de terra pra se plantar
Um colo de uma mulher, uma companheira,
Uma brasileira, pra se amar

Se eu tiver que lutar, vou é lutar por ela
Se eu tiver que morrer, vou é morrer por ela
E se eu tiver que ser feliz,
Você vai ter que ser feliz também

Homens vieram da noite em gritos de guerra,
Feriram a terra, o céu e o mar
Homens ficaram no chão mirando as estrelas,
Mas sem poder vê-las no céu brilhar

E o que mais prometer aos herdeiros da vida,
E que versos fazer à mulher concebida
E quando alguém morrer, assim,
Vai ser a morte pra mim, também

E que versos fazer
À mulher concebida
Se eu tiver que morrer,
Vou morrer pela vida

Se eu tiver que morrer,
Vou morrer pela vida...

Toquinho / Vinicius de Moraes



1988 - O Grande Encontro de Maria Creuza, Toquinho e Vinicius

Que Maravilha - Toquinho e Maria Creuza (1988)

Lá fora está chovendo 
Mas assim mesmo 
Eu vou correndo 
Só prá ver o meu amor

Ela vem toda de branco
Toda molhada e despenteada 
Que maravilha, que coisa linda
Que é o meu amor

Por entre bancários
Automóveis, ruas e avenidas 
Milhões de buzinas 
Tocando sem cessar...

Ela vem chegando de branco 
Meiga, e muito tímida 
Com a chuva molhando
Seu corpo que eu vou abraçar...

E a gente no meio da rua
Do mundo, no meio da chuva
A girar!
Que maravilha!
A girar!
Que maravilha!
A girar!
Que maravilha!...

Lá fora está chovendo 
Mas assim mesmo 
Eu vou correndo 
Só pra ver o meu amor

Ela vem toda de branco
Toda molhada e despenteada 
Que maravilha, que coisa linda
Que é o meu amor...

Por entre bancários
Automóveis, ruas e avenidas 
Milhões de buzinas 
Tocando sem cessar...

Ela vem chegando de branco 
Meiga e muito tímida 
Com a chuva molhando
Seu corpo que eu vou abraçar...

E a gente no meio da rua
Do mundo, no meio da chuva
A girar!
Que maravilha!
A girar!
Que maravilha!
A girar!
Que maravilha!
A girar!
Que maravilha!
A girar!
Que maravilha!
A girar!
Que maravilha, Mariazinha!
A girar!
Que maravilha!...

Toquinho / Jorge Ben



sábado, 2 de junho de 2012

Marcha da Quarta-Feira de Cinzas - Toquinho & Vinicius (1975)

Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou

Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri, se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor

E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir, voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar

Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe

Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz

Seu canto de paz
Seu canto de paz
Seu canto de paz...

Carlos Lyra / Vinicius de Moraes






domingo, 8 de abril de 2012

Insensatez - Toquinho & Vinicius (1975)

Ah, insensatez, que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor, o seu amor
Um amor tão delicado

Ah, porque você foi fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado

Vai meu coração ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade

Vai, meu coração pede perdão
Perdão apaixonado
Vai porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado

Vai porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado...

Tom Jobim / Vinicius de Moraes







quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Como É Duro Trabalhar - Vinicius & Toquinho (1974)

Fui caminhando, caminhando
À procura de um lugar
Com uma palhoça, uma morena
E um cantinho pra plantar

Achei a terra, vi a casa
Só faltava capinar
Mas sem o colo da morena
Quem sou eu pra me abusar

E lá vou eu
Paro aqui, paro acolá
E lá vou eu
Como é duro trabalhar

E lá vou eu
Paro aqui, paro acolá
E lá vou eu
Como é duro trabalhar

E vou cantando, tiro moda
Faço roda no arraial
Busco a morena de olho em calda
Cheiro de canavial

E bico essa, bico aquela
Vou bicando sem parar
Mas não tem mais moça donzela
Que mereça eu me abusar

E lá vou eu
Paro aqui, paro acolá
E lá vou eu
Como é duro trabalhar

E lá vou eu
Paro aqui, paro acolá
E lá vou eu
Como é duro trabalhar

Toquinho / Vinicius de Moraes