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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O Amor E A Rosa - Miltinho (1961)

Guarda a rosa que eu te dei
Esquece os males que eu te fiz
A rosa vale mais que a tua dor

Guarda a rosa que eu te dei
Esquece os males que eu te fiz
A rosa, rosa vale mais que a tua dor

Se tudo passou, se o amor acabou
A rosa, deve ficar
Num canto qualquer do teu coração
O amor, reviverá

Guarda, guarda a rosa que eu te dei
Esquece os males que eu te fiz
A rosa vale mais que a tua dor

Se tudo passou, se o amor acabou
A rosa, deve ficar
Num canto qualquer do teu coração
O amor, reviverá

Guarda a rosa, a rosa que eu te dei
Esquece os males que eu te fiz
A rosa vale mais, mais que a tua dor

Pernambuco / Antonio Maria



1961 - Miltinho

Eu Quero Um Samba - Miltinho (1961)

Eu quero um samba feito só pra mim
Eu quero a melodia feita assim
Quero sambar, porque no samba eu sei que vou
A noite inteira até o sol raiar

Ai, quando o samba acaba
E eu, eu fico triste então
Vai melancolia
Eu quero alegria, dentro do meu coração

Eu quero um samba, samba feito só pra mim
Eu quero a melodia feita assim
Quero sambar, porque no samba eu sei que vou
A noite inteira até o sol raiar

Ai, quando o samba acaba
E eu, fico triste então
Vai melancolia
Eu quero alegria, dentro do meu coração

Eu quero um samba, samba feito só pra mim
Eu quero a melodia feita assim
Quero sambar, porque no samba eu sei que vou
A noite inteira até o sol raiar

Ai, quando o samba acaba
E eu, fico triste então
Vai melancolia
Eu quero alegria, dentro do meu coração

Ai, quando o samba acaba
E eu, fico triste então
Vai melancolia
Eu quero alegria, dentro do meu coração

Eu quero um samba feito, feito só pra mim
Eu quero a melodia, melodia feita assim
Quero sambar, porque no samba eu sei que vou
A noite inteira até o sol raiar

Haroldo Barbosa / Janet de Oliveira



1961 - Miltinho

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Teleco-Teco Nº 2 - Miltinho (1961)

Quem foi que disse
Que o samba tem
Origem lá no morro meu bem

O samba nasce em qualquer lugar
Não dou exemplo
Pra não dar o que falar

Quando se tem ao lado um alguém
Com este ritmo que é nosso também
Fazer samba não é privilégio de ninguém

Quem foi que disse
Que o samba, samba tem
Origem lá no morro meu bem

O samba nasce em qualquer, qualquer lugar
Não dou exemplo
Pra não dar o que falar

Quando se tem ao lado um alguém
Com este ritmo que é nosso também
Fazer samba, samba não é privilégio de ninguém

Quem foi que disse que o samba tem...

Nelsinho / Oldemar Magalhães



1961 - Miltinho

Rosa Morena - Miltinho (1961)

Rosa, Rosa morena
Aonde vais morena Rosa
Com essa rosa no cabelo e esse andar
Esse andar de moça prosa, Rosa, morena Rosa

Rosa, ai Rosa morena
Aonde vais morena Rosa
Com essa rosa no cabelo e esse andar
Ai esse andar de moça prosa, Rosa, morena Rosa

Rosa morena que o samba está esperando
Esperando pra te ver
Deixa de lado esta coisa de dengosa
Anda Rosa vem me ver

Deixa de lado esta pose
Vem pro samba vem sambar
Que o pessoal tá cansado de esperar, o Rosa
Que o pessoal tá cansado de esperar

Rosa, Rosa morena
Aonde vais morena Rosa
Com essa rosa no cabelo e esse andar
Ai esse andar de moça prosa, Rosa, morena Rosa

Rosa, Rosa morena
Aonde vais morena Rosa
Com essa rosa no cabelo e esse andar
Ai esse andar de moça prosa, Rosa, morena Rosa

Rosa morena que o samba está esperando
Esperando só pra te ver
Deixa de lado, de lado, esta coisa de dengosa
Anda Rosinha vem me ver

Deixa de lado esta pose
Vem pro samba vem sambar
Que o pessoal tá cansado de esperar, o Rosa
Que o pessoal tá cansado de esperar

Dorival Caymmi



1961 - Miltinho

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Três Apitos - Miltinho (1970)

Quando o apito
Da fábrica de tecidos
Vem ferir os meus ouvidos
Eu me lembro de você

Mas você anda
Sem dúvida bem zangada
Ou está interessada
Em fingir que não me vê

Você que atende ao apito
De uma chaminé de barro
Porque não atende ao grito
Tão aflito, da buzina do meu carro

Você no inverno
Sem meias vai pro trabalho
Não faz fé no agasalho
Nem no frio você crê

Mas você é mesmo
Artigo que não se imita
Quando a fábrica apita
Faz reclame de você

Nos meus olhos você lê
Que eu sofro cruelmente
Com ciúmes do gerente
Impertinente, que dá ordens a você

Sou do sereno
Poeta muito soturno
Vou virar guarda-noturno
E você sabe porquê

Mas você não sabe
Que enquanto você faz pano
Faço junto do piano
Estes versos pra você

Você que atende ao apito
Ao apito de uma chaminé de barro
Porque não atende ao grito
Tão aflito, da buzina do meu carro

Noel Rosa 



1970 - Miltinho e a Seresta

No Rancho Fundo - Miltinho (1970)

No rancho fundo
Bem pra lá do fim do mundo
Onde a dor e a saudade
Contam coisas da cidade

No rancho fundo,
De olhar triste e profundo
Um moreno canta as 'mágoa'
Tendo os olhos rasos d'água

Pobre moreno
Que de tarde no sereno
Espera a lua no terreiro
Tendo o cigarro por companheiro

Sem um aceno
Ele pega na viola
E a lua por esmola
Vem pro quintal deste moreno

No rancho fundo
Bem pra lá do fim do mundo
Nunca mais houve alegria
Nem de noite, nem de dia

Os arvoredos
Já não contam mais segredos
Que a última palmeira
Já morreu na cordilheira

Os passarinhos
Enterraram-se nos ninhos
De tão triste essa tristeza
Enche de trevas a natureza

Tudo por quê?
Só por causa do moreno
Que era grande, hoje é pequeno
Para uma casa de sapê

Se Deus soubesse
Da tristeza lá na serra
Mandaria lá pra cima
Todo o amor que há na Terra

Porque o moreno
Vive louco de saudade
Só por causa do veneno
Das mulheres da cidade

Ele que era
O  cantor da primavera
Que até fez do rancho fundo
O céu melhor que tem no mundo

O sol queimando
Se uma flor lá desabrocha
A montanha vai gelando
Lembrando o aroma da cabrocha

No rancho fundo...

Ary Barroso / Lamartine Babo



1970 - Miltinho e a Seresta