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domingo, 27 de outubro de 2013

No Colo da Serra - Toquinho e Vinicius (1988)

Uma casinha qualquer no colo da serra,
Um palmo de terra pra se plantar
Um colo de uma mulher, uma companheira,
Uma brasileira, pra se amar

Se eu tiver que lutar, vou é lutar por ela
Se eu tiver que morrer, vou é morrer por ela
E se eu tiver que ser feliz,
Você vai ter que ser feliz também

Homens vieram da noite em gritos de guerra,
Feriram a terra, o céu e o mar
Homens ficaram no chão mirando as estrelas,
Mas sem poder vê-las no céu brilhar

E o que mais prometer aos herdeiros da vida,
E que versos fazer à mulher concebida
E quando alguém morrer, assim,
Vai ser a morte pra mim, também

E que versos fazer
À mulher concebida
Se eu tiver que morrer,
Vou morrer pela vida

Se eu tiver que morrer,
Vou morrer pela vida...

Toquinho / Vinicius de Moraes



1988 - O Grande Encontro de Maria Creuza, Toquinho e Vinicius

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

No Rancho Fundo - Miltinho (1970)

No rancho fundo
Bem pra lá do fim do mundo
Onde a dor e a saudade
Contam coisas da cidade

No rancho fundo,
De olhar triste e profundo
Um moreno canta as 'mágoa'
Tendo os olhos rasos d'água

Pobre moreno
Que de tarde no sereno
Espera a lua no terreiro
Tendo o cigarro por companheiro

Sem um aceno
Ele pega na viola
E a lua por esmola
Vem pro quintal deste moreno

No rancho fundo
Bem pra lá do fim do mundo
Nunca mais houve alegria
Nem de noite, nem de dia

Os arvoredos
Já não contam mais segredos
Que a última palmeira
Já morreu na cordilheira

Os passarinhos
Enterraram-se nos ninhos
De tão triste essa tristeza
Enche de trevas a natureza

Tudo por quê?
Só por causa do moreno
Que era grande, hoje é pequeno
Para uma casa de sapê

Se Deus soubesse
Da tristeza lá na serra
Mandaria lá pra cima
Todo o amor que há na Terra

Porque o moreno
Vive louco de saudade
Só por causa do veneno
Das mulheres da cidade

Ele que era
O  cantor da primavera
Que até fez do rancho fundo
O céu melhor que tem no mundo

O sol queimando
Se uma flor lá desabrocha
A montanha vai gelando
Lembrando o aroma da cabrocha

No rancho fundo...

Ary Barroso / Lamartine Babo



1970 - Miltinho e a Seresta

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar) - Tim Maia (1971)

Vou pedir pra você voltar
Vou pedir pra você ficar
Eu te amo
Eu te quero bem

Vou pedir pra você gostar
Vou pedir pra você me amar
Eu te amo
Eu te adoro, meu amor

A semana inteira
Fiquei esperando
Pra te ver sorrindo
Pra te ver cantando

Quando a gente ama
Não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar, se quer amar

De jeito maneira
Não quero dinheiro
Quero amor sincero
Isto é que eu espero

Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar...

Te espero para ver se você vem
Não te troco nesta vida por ninguém
Porque eu te amo
Eu te quero bem

Acontece que na vida a gente tem
Que ser feliz por ser amado por alguém
Porque eu te amo
Eu te adoro, meu amor

A semana inteira
Fiquei esperando
Pra te ver sorrindo
Pra te ver cantando

Quando a gente ama
Não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar, se quer amar

De jeito maneira
Não quero dinheiro
Quero amor sincero
Isto é que eu espero

Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar
Só quero amar...

A semana inteira
Fiquei esperando
Pra te ver sorrindo
Pra te ver cantando

Quando a gente ama
Não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar, se quer amar

De jeito maneira
Não quero dinheiro
Quero amor sincero
Isto é que eu espero

Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar

A semana inteira
Fiquei esperando
Pra te ver sorrindo
Pra te ver cantando...

Tim Maia



sábado, 12 de maio de 2012

No Céu da Vibração - Elis Regina (1980)

Os homens são mortais
Todos os animais
Os vegetais
Também o são

Como será
Não ser assim?
Não precisar
O começo, o meio, o fim?

A encarnação, Deus, como será
Não estar aqui nem lá?
E tão somente andar ao léu
No céu da vibração?

Para os olhos, vê-se a cor
Para os ouvidos, o som
Para os corações, o fogo do amor
E para os puros, o que é bom

Só me resta agradecer
E aguardar a ocasião
De tão somente andar ao léu
No céu da vibração!

Os homens são mortais
Todos os animais
Os vegetais
Também o são

Como será
Não ser assim?
Não precisar
O começo, o meio, o fim?

A encarnação, Deus, como será
Não estar aqui nem lá?
E tão somente andar ao léu
No céu da vibração?

Para os olhos, vê-se a cor
Para os ouvidos, o som
Para os corações, o fogo do amor
E para os puros, o que é bom

Só me resta agradecer
E aguardar a ocasião
De tão somente andar ao léu
No céu da vibração!

Para os olhos, vê-se a cor
Para os ouvidos, o som
Para os corações, o fogo do amor
E para os puros, o que é bom

Só me resta agradecer
E aguardar a ocasião
De tão somente andar ao léu
No céu da vibração!

Para os olhos, vê-se a cor
Para os ouvidos, o som
Para os corações, o fogo do amor
E para os puros, o que é bom...

Gilberto Gil






domingo, 6 de maio de 2012

Nem Vem Que Não Tem - Wilson Simonal (1967)

Nem vem que não tem
Nem vem de garfo
Que hoje é dia de sopa
Esquenta o ferro
Passa a minha roupa
Eu nesse embalo
Vou botar pra quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...

Nem vem que não tem
Nem vem de escada
Que o incêndio é no porão
Tira o tamanco
Tem sinteco no chão
Eu nesse embalo
Vou botar pra quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...

Nem vem!
Numa casa de caboclo
Já disseram um é pouco
Dois é bom, três é demais

Nem vem!
Guarda seu lugar na fila
Todo homem que vacila
A mulher passa pra trás...

Nem vem que não tem
Pra virar cinza
Minha brasa demora
Michô meu papo
Mas já vamos s'imbora
Eu nesse embalo
Vou botar pra quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...

Nem vem!
Numa casa de caboclo
Já disseram um é pouco
Dois é bom, três é demais

Nem vem!
Guarda teu lugar na fila
Todo homem que vacila
A mulher passa pra trás...

Nem vem que não tem!

Carlos Imperial






domingo, 22 de abril de 2012

Negue - Cauby Peixoto (1969)

Negue seu amor e o seu carinho
Diga que você já me esqueceu
Pise, machucando com jeitinho
Este coração que ainda é seu

Diga que o meu pranto é covardia,
Mas não esqueça
Que você foi minha um dia!
Diga que já não me quer!
Negue que me pertenceu,
Que eu mostro a boca molhada
E ainda marcada pelo beijo seu

Diga que o meu pranto é covardia,
É, mas não esqueça
Que você foi minha um dia!

Diga que já não me quer!
Negue que me pertenceu,
Que eu mostro a boca molhada
E ainda marcada pelo beijo seu...

Adelino Moreira / Enzo Passos






sábado, 7 de abril de 2012

Ninguém É De Ninguém - Cauby Peixoto (1960)

Ninguém é de ninguém
Na vida tudo passa
Ninguém é de ninguém
Até quem nos abraça

Não há recordação
Que não tenha seu fim
Ninguém é de ninguém
O mundo é mesmo assim

Já tive a sensação
Que amava com fervor
Já tive a ilusão
Que tinha um grande amor

Talvez alguém pensou
No amor que eu sonhei
E que perdi também
E assim vi que na vida
Ninguém é de ninguém

Já tive a sensação
Que amava com fervor
Já tive a ilusão
Que tinha um grande amor

Talvez alguém pensou
No amor que eu sonhei
E que perdi também
E assim vi que na vida
Ninguém é de ninguém

Umberto Silva / Daltor Gomes / Luiz Mergulhão





Ninguém É De Ninguém - Cauby Peixoto (1969)

Ninguém é de ninguém
Na vida tudo passa
Ninguém é de ninguém
Até quem nos abraça

Não há recordação
Que não tenha seu fim
Ninguém é de ninguém
O mundo é mesmo assim

Já tive a sensação
Que amava com fervor
Já tive a ilusão
Que tinha um grande amor

Talvez alguém pensou
No amor que eu sonhei
E que perdi também
E assim vi que na vida
Ninguém é de ninguém

Já tive a sensação
Que amava com fervor
Já tive a ilusão
Que tinha um grande amor

Talvez alguém pensou
No amor que eu sonhei
E que perdi também
E assim vi que na vida
Ninguém é de ninguém

Umberto Silva / Daltor Gomes / Luiz Mergulhão