Uma casinha qualquer no colo da serra,
Um palmo de terra pra se plantar
Um colo de uma mulher, uma companheira,
Uma brasileira, pra se amar
Se eu tiver que lutar, vou é lutar por ela
Se eu tiver que morrer, vou é morrer por ela
E se eu tiver que ser feliz,
Você vai ter que ser feliz também
Homens vieram da noite em gritos de guerra,
Feriram a terra, o céu e o mar
Homens ficaram no chão mirando as estrelas,
Mas sem poder vê-las no céu brilhar
E o que mais prometer aos herdeiros da vida,
E que versos fazer à mulher concebida
E quando alguém morrer, assim,
Vai ser a morte pra mim, também
E que versos fazer
À mulher concebida
Se eu tiver que morrer,
Vou morrer pela vida
Se eu tiver que morrer,
Vou morrer pela vida...
Toquinho / Vinicius de Moraes
1988 - O Grande Encontro de Maria Creuza, Toquinho e Vinicius
"Amo a música. Acredito na melhora do planeta. Confio em que nem tudo está perdido. Creio na bondade do ser humano. E percebo que a loucura é fundamental. Viver é ótimo!" Elis Regina
Mostrando postagens com marcador # N. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador # N. Mostrar todas as postagens
domingo, 27 de outubro de 2013
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
No Rancho Fundo - Miltinho (1970)
No rancho fundo
Bem pra lá do fim do mundo
Onde a dor e a saudade
Contam coisas da cidade
No rancho fundo,
De olhar triste e profundo
Um moreno canta as 'mágoa'
Tendo os olhos rasos d'água
Pobre moreno
Que de tarde no sereno
Espera a lua no terreiro
Tendo o cigarro por companheiro
Sem um aceno
Ele pega na viola
E a lua por esmola
Vem pro quintal deste moreno
No rancho fundo
Bem pra lá do fim do mundo
Nunca mais houve alegria
Nem de noite, nem de dia
Os arvoredos
Já não contam mais segredos
Que a última palmeira
Já morreu na cordilheira
Os passarinhos
Enterraram-se nos ninhos
De tão triste essa tristeza
Enche de trevas a natureza
Tudo por quê?
Só por causa do moreno
Que era grande, hoje é pequeno
Para uma casa de sapê
Se Deus soubesse
Da tristeza lá na serra
Mandaria lá pra cima
Todo o amor que há na Terra
Porque o moreno
Vive louco de saudade
Só por causa do veneno
Das mulheres da cidade
Ele que era
O cantor da primavera
Que até fez do rancho fundo
O céu melhor que tem no mundo
O sol queimando
Se uma flor lá desabrocha
A montanha vai gelando
Lembrando o aroma da cabrocha
No rancho fundo...
Ary Barroso / Lamartine Babo
1970 - Miltinho e a Seresta
Bem pra lá do fim do mundo
Onde a dor e a saudade
Contam coisas da cidade
No rancho fundo,
De olhar triste e profundo
Um moreno canta as 'mágoa'
Tendo os olhos rasos d'água
Pobre moreno
Que de tarde no sereno
Espera a lua no terreiro
Tendo o cigarro por companheiro
Sem um aceno
Ele pega na viola
E a lua por esmola
Vem pro quintal deste moreno
No rancho fundo
Bem pra lá do fim do mundo
Nunca mais houve alegria
Nem de noite, nem de dia
Os arvoredos
Já não contam mais segredos
Que a última palmeira
Já morreu na cordilheira
Os passarinhos
Enterraram-se nos ninhos
De tão triste essa tristeza
Enche de trevas a natureza
Tudo por quê?
Só por causa do moreno
Que era grande, hoje é pequeno
Para uma casa de sapê
Se Deus soubesse
Da tristeza lá na serra
Mandaria lá pra cima
Todo o amor que há na Terra
Porque o moreno
Vive louco de saudade
Só por causa do veneno
Das mulheres da cidade
Ele que era
O cantor da primavera
Que até fez do rancho fundo
O céu melhor que tem no mundo
O sol queimando
Se uma flor lá desabrocha
A montanha vai gelando
Lembrando o aroma da cabrocha
No rancho fundo...
Ary Barroso / Lamartine Babo
1970 - Miltinho e a Seresta
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar) - Tim Maia (1971)
Vou pedir pra você voltar
Vou pedir pra você ficar
Eu te amo
Eu te quero bem
Vou pedir pra você gostar
Vou pedir pra você me amar
Eu te amo
Eu te adoro, meu amor
A semana inteira
Fiquei esperando
Pra te ver sorrindo
Pra te ver cantando
Quando a gente ama
Não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar, se quer amar
De jeito maneira
Não quero dinheiro
Quero amor sincero
Isto é que eu espero
Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar...
Te espero para ver se você vem
Não te troco nesta vida por ninguém
Porque eu te amo
Eu te quero bem
Acontece que na vida a gente tem
Que ser feliz por ser amado por alguém
Porque eu te amo
Eu te adoro, meu amor
A semana inteira
Fiquei esperando
Pra te ver sorrindo
Pra te ver cantando
Quando a gente ama
Não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar, se quer amar
De jeito maneira
Não quero dinheiro
Quero amor sincero
Isto é que eu espero
Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar
Só quero amar...
A semana inteira
Fiquei esperando
Pra te ver sorrindo
Pra te ver cantando
Quando a gente ama
Não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar, se quer amar
De jeito maneira
Não quero dinheiro
Quero amor sincero
Isto é que eu espero
Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar
A semana inteira
Fiquei esperando
Pra te ver sorrindo
Pra te ver cantando...
Tim Maia

sábado, 12 de maio de 2012
No Céu da Vibração - Elis Regina (1980)
Os homens são mortais
Todos os animais
Os vegetais
Também o são
Como será
Não ser assim?
Não precisar
O começo, o meio, o fim?
A encarnação, Deus, como será
Não estar aqui nem lá?
E tão somente andar ao léu
No céu da vibração?
Para os olhos, vê-se a cor
Para os ouvidos, o som
Para os corações, o fogo do amor
E para os puros, o que é bom
Só me resta agradecer
E aguardar a ocasião
De tão somente andar ao léu
No céu da vibração!
Os homens são mortais
Todos os animais
Os vegetais
Também o são
Como será
Não ser assim?
Não precisar
O começo, o meio, o fim?
A encarnação, Deus, como será
Não estar aqui nem lá?
E tão somente andar ao léu
No céu da vibração?
Para os olhos, vê-se a cor
Para os ouvidos, o som
Para os corações, o fogo do amor
E para os puros, o que é bom
Só me resta agradecer
E aguardar a ocasião
De tão somente andar ao léu
No céu da vibração!
Para os olhos, vê-se a cor
Para os ouvidos, o som
Para os corações, o fogo do amor
E para os puros, o que é bom
Só me resta agradecer
E aguardar a ocasião
De tão somente andar ao léu
No céu da vibração!
Para os olhos, vê-se a cor
Para os ouvidos, o som
Para os corações, o fogo do amor
E para os puros, o que é bom...
Gilberto Gil
domingo, 6 de maio de 2012
Nem Vem Que Não Tem - Wilson Simonal (1967)
Nem vem que não tem
Nem vem de garfo
Que hoje é dia de sopa
Esquenta o ferro
Passa a minha roupa
Eu nesse embalo
Vou botar pra quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...
Nem vem que não tem
Nem vem de escada
Que o incêndio é no porão
Tira o tamanco
Tem sinteco no chão
Eu nesse embalo
Vou botar pra quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...
Nem vem!
Numa casa de caboclo
Já disseram um é pouco
Dois é bom, três é demais
Nem vem!
Guarda seu lugar na fila
Todo homem que vacila
A mulher passa pra trás...
Nem vem que não tem
Pra virar cinza
Minha brasa demora
Michô meu papo
Mas já vamos s'imbora
Eu nesse embalo
Vou botar pra quebrar
Sacudim, sacundá
Sacundim, gundim, gundá!...
Nem vem!
Numa casa de caboclo
Já disseram um é pouco
Dois é bom, três é demais
Nem vem!
Guarda teu lugar na fila
Todo homem que vacila
A mulher passa pra trás...
Nem vem que não tem!
Carlos Imperial

domingo, 22 de abril de 2012
Negue - Cauby Peixoto (1969)
Negue seu amor e o seu carinho
Diga que você já me esqueceu
Pise, machucando com jeitinho
Este coração que ainda é seu
Diga que o meu pranto é covardia,
Mas não esqueça
Que você foi minha um dia!
Diga que já não me quer!
Negue que me pertenceu,
Que eu mostro a boca molhada
E ainda marcada pelo beijo seu
Diga que o meu pranto é covardia,
É, mas não esqueça
Que você foi minha um dia!
Diga que já não me quer!
Negue que me pertenceu,
Que eu mostro a boca molhada
E ainda marcada pelo beijo seu...
Adelino Moreira / Enzo Passos

sábado, 7 de abril de 2012
Ninguém É De Ninguém - Cauby Peixoto (1960)
Ninguém é de ninguém
Na vida tudo passa
Ninguém é de ninguém
Até quem nos abraça
Não há recordação
Que não tenha seu fim
Ninguém é de ninguém
O mundo é mesmo assim
Já tive a sensação
Que amava com fervor
Já tive a ilusão
Que tinha um grande amor
Talvez alguém pensou
No amor que eu sonhei
E que perdi também
E assim vi que na vida
Ninguém é de ninguém
Já tive a sensação
Que amava com fervor
Já tive a ilusão
Que tinha um grande amor
Talvez alguém pensou
No amor que eu sonhei
E que perdi também
E assim vi que na vida
Ninguém é de ninguém
Umberto Silva / Daltor Gomes / Luiz Mergulhão
Ninguém É De Ninguém - Cauby Peixoto (1969)
Ninguém é de ninguém
Na vida tudo passa
Ninguém é de ninguém
Até quem nos abraça
Não há recordação
Que não tenha seu fim
Ninguém é de ninguém
O mundo é mesmo assim
Já tive a sensação
Que amava com fervor
Já tive a ilusão
Que tinha um grande amor
Talvez alguém pensou
No amor que eu sonhei
E que perdi também
E assim vi que na vida
Ninguém é de ninguém
Já tive a sensação
Que amava com fervor
Já tive a ilusão
Que tinha um grande amor
Talvez alguém pensou
No amor que eu sonhei
E que perdi também
E assim vi que na vida
Ninguém é de ninguém
Umberto Silva / Daltor Gomes / Luiz Mergulhão

Assinar:
Postagens (Atom)
